OpenAI quer US$ 1,5 tri; PJM vê 13 dias de corte
Um vendedor que acha a oferta de US$ 1,2 trilhão baixa, um operador elétrico com treze dias de corte no horizonte e um telefonema presidencial em viva-voz. Quarta-feira movimentada.
piso US$ 1,5 tri
>13 dias de corte
+2,19%
-3,07%
+0,57%
OpenAI devolve oferta de US$ 1,2 tri e pede no mínimo US$ 1,5 tri
Um grupo de investidores levou à OpenAI uma proposta que avaliaria a empresa em US$ 1,2 trilhão, e a resposta interna foi que o ponto de partida deveria ser US$ 1,5 trilhão, segundo o New York Times. Em qualquer dos dois números a rodada dobra o valor da dona do ChatGPT e cria a companhia privada mais valiosa do planeta, dinheiro captado antes do IPO e na esteira dos lançamentos recentes. Não há termo fechado, nem volume de captação, nem lista de participantes: o que existe é um vendedor dizendo que a oferta está 25% abaixo do pedido. A leitura da casa é que o preço deixou de ser função de receita e passou a ser função de escassez, porque só há um punhado de ativos desse tipo disponíveis para cheques dessa ordem.
O piso de US$ 1,5 tri vira o múltiplo de referência de toda a cadeia de laboratórios, e de quem já carrega OpenAI no balanço.
Estudo põe o PJM em mais de treze dias de corte de carga em 2030
Um trabalho encomendado pela comissão de serviços públicos da Pensilvânia modelou o crescimento de carga de datacenter no ritmo atual e chegou a uma expectativa de perda de carga mais de cem vezes pior que o critério de planejamento do próprio operador, o equivalente a mais de treze dias por ano com eventos de corte no cenário mais adverso. O critério clássico admite um evento por década; errar por duas ordens de grandeza não se resolve com despacho mais inteligente, e sim com geração e transmissão que ainda não existem. O PJM é o maior mercado elétrico americano e abriga o corredor da Virgínia do Norte, onde a demanda nova chega em blocos de centenas de megawatts. É cenário, não previsão, mas caiu na mesa de um regulador estadual com poder sobre licenciamento e tarifa.
Energização passa a ser o maior risco de cronograma no PJM, e conexão tende a exigir flexibilidade de carga e geração própria.
Trump liga ao vivo para Huang e faz campanha contra o freio na IA
Donald Trump telefonou para Jensen Huang enquanto o CEO da NVIDIA estava no palco do All-In Summit, em Los Angeles, e usou o viva-voz para atacar quem defende desacelerar e regular inteligência artificial, segundo reconstituição do New York Times. Os dois trataram o cenário de máquina fora de controle como exagero, fechando o ciclo que Dario Amodei abriu ao pedir cadência menor no desenvolvimento de modelos de fronteira. A chamada não trouxe desenho de regra: nem prazo, nem agência, nem escopo. E o quadro é menos unânime do que o palco sugere, porque o secretário do Tesouro, Scott Bessent, rejeitou isenção de responsabilidade para laboratórios e o FRONTIER Act, apoiado pela OpenAI, propõe avaliador externo obrigatório.
Risco de regulação federal restritiva cai no curto prazo, mas o custo de segurança se desloca para quem integra modelo em produto.