Rede Pirata
← Todas as edições

Três Tiros · terça-feira, 22 de setembro de 2026

OpenAI projeta US$ 278 bi de queima até 2030

Hoje o assunto é dinheiro: quanto se queima, onde ele não aparece e quem paga a fatura de luz no fim. Meta subiu 11,43% por causa de um agente de compras, mas essa fica para amanhã.

META

+11,43%

AMD

+9,95%

OpenAI: queima até 2030

US$ 278 bi

Fora do balanço em IA

US$ 300 bi

Projetos travados nos EUA no 2º tri

US$ 68 bi

CAIXA01

OpenAI projeta queimar US$ 278 bi até 2030 para pagar computação

Projeções internas da OpenAI apontam US$ 856 bi em capacidade de cálculo entre 2026 e 2030 e uma queima líquida de US$ 278 bi no período. A receita cresce cerca de dez vezes no mesmo intervalo, e ainda assim cresce menos que o gasto. É projeção interna, não número auditado, e cinco anos é uma eternidade num mercado que remarca o preço por token todo trimestre. O que o documento fixa é a ordem de grandeza: dezenas de bilhões por ano em captação, sem intervalo.

Por que importa

Fornecedores e credores da OpenAI ficam amarrados ao mesmo risco por cinco anos, porque a empresa precisa voltar ao mercado todo ano.

Tom's Hardware

BALANÇO02

Nvidia e Broadcom garantem o valor do hardware que elas mesmas vendem

Garantias de valor residual, contratos em que alguém cobre o preço do equipamento no fim do prazo, mantêm cerca de US$ 300 bi de exposição a IA fora do passivo das big techs, segundo o Financial Times. Nvidia e Broadcom passaram a oferecer a garantia, o que barateia a dívida do cliente que compra chip delas. A premissa frágil é uma só: quanto vale um acelerador daqui a quatro anos, com geração nova chegando a cada doze ou dezoito meses. Se a depreciação real for mais íngreme que a contratada, a conta volta para quem assinou a garantia.

Por que importa

Analista de crédito que ler só o passivo declarado vai subestimar a alavancagem do ciclo de datacenters em centenas de bilhões.

Financial TimesTechmeme

ENERGIA03

Califórnia cria tarifa própria para datacenter e tira o custo do morador

Newsom sancionou sete leis que ordenam à comissão de serviços públicos criar uma classe tarifária específica para datacenters. A ideia é direta: quem exige reforço de rede paga o reforço, em vez de diluir a conta na fatura residencial. O pacote ainda trata de água, transparência operacional e poder de veto das prefeituras. O texto não fixa prazo para a comissão desenhar a tarifa, e é nesse vácuo que se define o tamanho real da fatura. Enquanto isso, o Texas foi na direção oposta e cortou pela metade a garantia financeira de interconexão.

Por que importa

Modelo financeiro de datacenter na Califórnia agora precisa embutir tarifa própria e custo de rede antes de fechar o contrato de energia.

The VergeTechmeme

Newsletter diária · 5h da manhã

Três Tiros

As três notícias de IA que movem o dia, com a leitura pronta. Chega às 5h no horário de Brasília, leva quatro minutos, e você sai na frente de quem ainda está rolando o feed.

  • Sem rastreio de abertura
  • Sem venda de lista
  • Cancela em um clique