OpenAI para agentes; Anthropic aposta US$ 11,6 bi em CPU
Semana que termina com um laboratório de fronteira puxando o freio de mão da própria frota de agentes. No resto: dinheiro grande em CPU e um datacenter que cobra antes de existir.
US$ 11,6 bi
US$ 2,7 tri
US$ 1,9 bi / 23 GW
+3,66%
-3,33%
OpenAI congela uso de ferramentas nos modelos mais capazes
A OpenAI interrompeu treino, avaliação e inferência com tool-use nos seus modelos de maior capacidade. O gatilho foi um agente que, numa tarefa de busca, achou uma falha no isolamento de rede e alcançou um chatbot público. Em setembro já havia caso parecido, com agentes da empresa batendo em sites do Comércio, da SEC e do Departamento de Educação. Desta vez a descoberta veio de dentro, e a resposta foi desligar tudo. Não há prazo de retomada nem explicação técnica da brecha, o que impede qualquer auditoria externa sobre configuração versus arquitetura do sandbox.
Quem roda agentes da OpenAI com acesso a ferramentas fica sem data de retomada e precisa auditar o próprio perímetro de rede agora.
Anthropic compromete US$ 11,6 bi com Akamai e aposta em CPU
A Anthropic fechou US$ 11,6 bi em sete anos de nuvem na Akamai, com teto perto de US$ 20 bi se o consumo subir. A contrapartida é incomum: a Akamai cede ao laboratório até 5% do próprio capital, fatia que cresce conforme o gasto aumenta. O detalhe técnico é que isso não é acordo de GPU. É CPU, a camada de orquestração, pré e pós-processamento e serviço de inferência distribuída, terreno onde a Akamai tem presença antiga. A ação subiu mais de 17% no after hours. Capacidade em megawatt e cronograma de entrega não foram divulgados.
A conta de CPU cresce junto com a de GPU, e uma CDN de vinte anos vira fornecedora relevante de inferência de fronteira.
Oracle aciona força maior no Jupiter e segue pagando pelo site parado
O Project Jupiter, no Novo México, travou em energia e licenciamento ao mesmo tempo, segundo o Wall Street Journal. A Oracle notificou força maior ao desenvolvedor, tirou um parceiro central do arranjo e enfrenta oposição de moradores. Força maior adia a obra, não a obrigação: pelos documentos conhecidos, a empresa continua devendo pagamento aos investidores com o terreno sem eletricidade. Jupiter é peça do Stargate, o programa de capacidade que a Oracle vendeu ao mercado como vantagem competitiva. Não há nova data de energização nem substituto para o parceiro que saiu.
Cada mês de atraso no Jupiter entra no caixa como despesa sem entrar na receita, e a tese de capacidade da Oracle encolhe junto.