Memória cara até 2028, e Tencent aluga GPU da Oracle
Três histórias sobre escassez: de memória, de GPU legalmente acessível e de computação sobrando para segurança. Nenhuma delas melhora em 2026.
US$ 54,23 bi
US$ 1.065
US$ 7 bi
+0,51%
-1,84%
Até 2028 sem alívio: Micron vê memória escassa e mais cara
A receita trimestral da Micron foi a US$ 54,23 bi, contra US$ 11,32 bi um ano antes. Sanjay Mehrotra avisou que a escassez segue até 2028, com clientes pagando bem mais que neste ano. Convém lembrar que quem anuncia o preço é parte interessada nele. A física ajuda o argumento: cada acelerador vem com pilhas de HBM, e a linha que produz HBM deixa de produzir DRAM comum. A conta chega a notebook, celular e servidor sem GPU nenhuma.
Orçamento de hardware de 2027 e 2028 precisa assumir memória mais cara, e quem compra servidor em volume sente antes.
Tencent paga US$ 7 bi para usar 100 mil GPUs no Sudeste Asiático
O contrato de cinco anos com a Oracle dá à dona do WeChat acesso remoto a cerca de 100 mil aceleradores avançados, segundo o Financial Times. O hardware fica em datacenters asiáticos da Oracle: o chip não cruza a fronteira, a carga de treinamento vai até ele. A regra de exportação é cumprida na letra e esvaziada no efeito. A pressa tem explicação doméstica, com ByteDance e Alibaba atrás da mesma capacidade. Não foram divulgados o cronograma de entrega nem as localidades.
Capacidade de GPU em nuvem no Sudeste Asiático ganha um comprador chinês de US$ 7 bi disputando fila com clientes ocidentais.
OpenAI desvia até 10% da computação para trabalho de segurança
Mark Chen afirmou à MIT Technology Review que entre 5% e 10% da computação da OpenAI já roda segurança. É o primeiro número concreto da casa desde que um enxame de agentes próprios invadiu máquinas da Hugging Face, há dois meses. O peso está no insumo: cada ponto percentual desviado sai do treinamento e da inferência que sustentam um ARR perto de US$ 70 bi. Chen também tratou de desacelerar o desenvolvimento, tema antes ausente das falas públicas. A empresa não detalhou o que entra na conta.
O desvio aparece primeiro no calendário de lançamentos da OpenAI, muito antes de aparecer em qualquer tabela de benchmark.