A dívida da SpaceX encareceu antes mesmo de sair
O mercado de crédito deu seu primeiro parecer sobre comprar GPU com dívida, e ele veio em forma de spread. No Brasil, o ONS repartiu o que sobrou da transmissão paulista: foi tudo para datacenter.
US$ 1.088 (+4,06%)
US$ 237,47 (-0,74%)
US$ 721,31 (-2,38%)
US$ 40 bi
228 MW
Proteger a dívida da SpaceX ficou mais caro após o plano de US$ 40 bi
O custo de proteger a dívida da SpaceX contra calote subiu de forma acentuada depois da notícia de que a empresa busca US$ 40 bilhões para comprar chips da NVIDIA. O pacote, liderado pela Apollo, mistura cerca de US$ 10 bi em empréstimo bancário e US$ 30 bi em papéis grau de investimento. Credit default swap é seguro contra calote: quando encarece, o mercado está dizendo que não gostou do colateral. E a fila cresce, porque a Broadcom estrutura mais de US$ 50 bi para o acelerador que desenvolve com a OpenAI, com os mesmos nomes do crédito privado na mesa. O spread da SpaceX é a primeira leitura pública do preço de endividar foguete para comprar silício.
Captação lastreada em GPU já nasce mais cara, e o próximo emissor que tentar a mesma estrutura paga o pedágio.
Anthropic corta 90% do Haiku e crava o mesmo preço do GPT-6 Luna
O Claude Haiku 5.5 saiu a US$ 0,10 por milhão de tokens de entrada e US$ 0,50 na saída, contra US$ 1 e US$ 5 da versão anterior. O valor bate exatamente o do GPT-6 Luna, da OpenAI, o que torna a coincidência bem menos coincidência. A letra miúda muda a conta: acima de 100 mil tokens de contexto, a tabela quintuplica. Simon Willison apontou ainda um tokenizador novo que consome cerca de 1,25 vez mais tokens no mesmo prompt longo, reajuste que não aparece em tabela nenhuma. Nenhum benchmark independente mediu o modelo até agora.
Classificação e resumo em alto volume ficam viáveis abaixo de US$ 0,10 por milhão, desde que o contexto caiba em 100 mil tokens.
ONS entrega 228 MW da Rede Básica a três datacenters em São Paulo
A primeira temporada de acesso da Pnast terminou com 228 MW de capacidade remanescente alocados a três datacenters paulistas, em quatro pontos de conexão. Nenhum megawatt sobrou para outro tipo de carga. A política nasceu para organizar a fila de quem quer se plugar na transmissão, e a estreia mostrou quem chegou com pressa e procuração. O ONS não revelou os nomes das empresas nem o cronograma de energização de cada ponto. Sem isso, parte dos 228 MW pode ficar reservada no papel por anos.
Quem planeja datacenter no eixo paulista disputa uma sobra escassa, e a próxima temporada da Pnast passa a ditar o cronograma.