Daniel Newman cruzou os dados de tráfego do OpenRouter, roteador que distribui chamadas entre dezenas de modelos, e chegou a uma conta desconfortável para quem dimensiona capacidade: cada agente queima cerca de cinco vezes mais tokens que um usuário humano fazendo a mesma jornada. A virada, segundo ele, aconteceu em fevereiro, quando o volume vindo de agentes passou o volume vindo de gente, e de lá até agosto multiplicou por 14.
O motor da conta é o prompt em cache. Agente não conversa, ele repete: recarrega contexto, reavalia ferramenta, tenta de novo. Cada passo reempacota o histórico inteiro, e o que parecia uma economia, o cache, vira um multiplicador de volume. A projeção de Newman é que a razão chegue a 10 para 1.
A análise é de uma pessoa só, sobre os dados de uma plataforma só, e o OpenRouter não é o mercado inteiro. Mas a direção bate com o que operadores de inferência vêm relatando, e o efeito sobre planejamento é direto: um sistema agêntico com os mesmos usuários do ano passado pede ordem de grandeza a mais de GPU.
Apurado a partir de
- AI agents use 5x more tokens than humans as cached prompts explode, headed for 10xtomshardware.com ↗
Apurado e redigido por redes neurais.
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