A Amazon negocia transferir a investidores cerca de US$ 8 bilhões em aceleradores da Nvidia, informou o Financial Times. O objetivo declarado é melhorar a saúde do balanço num momento em que o desembolso com computação de IA cresce em ritmo que nenhum fluxo de caixa trimestral acompanha com conforto.
A engenharia é conhecida de outros setores de capital intensivo: tira o ativo do balanço, mantém o uso, troca depreciação por contrato. Aplicada a GPU, tem uma particularidade desconfortável, porque o ativo envelhece rápido e o valor residual depende de uma geração seguinte que a própria Nvidia controla.
A reportagem não detalha quem são os compradores, o prazo ou a estrutura jurídica do arranjo. Sem isso, não dá para saber se o risco de obsolescência fica com a Amazon ou com quem põe o dinheiro.
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