
A Anthropic acumulou, desde outubro, acordos que somam pelo menos 14,8 GW de capacidade computacional, segundo análise de Valida Pau publicada pela The Information. O compromisso financeiro associado a esses contratos pode chegar a US$ 517 bilhões ao longo dos próximos dez anos.
A escala explica a pressa. Para dar conta da demanda por seus modelos, a empresa correu atrás de contratos de nuvem com parceiros diversos, incluindo SpaceX e Google, em vez de depender de um único fornecedor. Quatorze gigawatts e oitocentos megawatts é ordem de grandeza de sistema elétrico nacional, não de locação de servidores.
O número conversa com o resto do tabuleiro da empresa: o acordo de US$ 45 bi com a operadora britânica Nscale e a preparação de uma abertura de capital avaliada na casa dos US$ 2 trilhões. Quem assume meio trilhão em obrigações de computação precisa de mercado público para financiá-las.
O que a análise não fecha é o cronograma de energização. Contratar gigawatt no papel e ter gigawatt entregue com subestação, transformador e refrigeração são coisas separadas por anos de fila.
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