Ben Thompson sustenta, em análise na Stratechery, que a Salesforce está abandonando a interface de usuário como vantagem competitiva ao apostar no AI Force, e que a decisão é acertada porque esse fosso está secando para todo mundo, não só para ela.
O raciocínio: se o agente passa a ser o ponto de contato com o sistema, o valor migra da tela para os dados, as permissões e as regras de negócio por trás dela. Software corporativo vira backend consultável, o que ele descreve como corrida ao headless. Décadas de investimento em fluxo de tela viram custo afundado.
É tese de analista, não fato apurado, e depende de agentes se mostrarem confiáveis o suficiente para substituir formulário em processo crítico. Mas a direção tem consequência de arquitetura para quem compra: API e modelo de dados voltam a ser o critério de escolha.
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