Segundo apuração do Financial Times, cerca de US$ 300 bi de exposição a projetos de inteligência artificial estão sendo mantidos fora dos balanços das maiores empresas de tecnologia americanas. O mecanismo é uma garantia: a companhia promete honrar o contrato de capacidade, bancos e investidores emprestam contra essa promessa, e a dívida fica no veículo do projeto.
A engenharia financeira é conhecida de outros ciclos de infraestrutura, mas a escala aqui é nova e o ativo é mais curto. Um datacenter de IA depende de aceleradores que envelhecem em poucos anos, enquanto o financiamento é estruturado com prazo de obra pesada. Quem compra o papel está, na prática, tomando risco de crédito da empresa-mãe pagando spread de projeto.
O FT não detalhou a repartição entre companhias nem os prazos médios dos contratos garantidos, o que deixa em aberto quanto dessa exposição vence nos próximos anos.
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