
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira, por 417 votos a 3, o Ratepayer Protection Act, projeto que busca impedir que o custo de rede puxado por datacenters seja repassado à tarifa dos consumidores comuns. O placar é de unanimidade prática, coisa rara no Congresso americano atual.
O tamanho da margem diz mais que o texto. Conta de luz subindo é assunto que atravessa partido, e a expansão da infraestrutura de IA virou o culpado mais visível do aumento. Estudo encomendado pela agência reguladora da Pensilvânia já projetou para a PJM, maior operadora de rede do país, mais de 13 dias anuais de corte de carga em 2030 no pior cenário de crescimento de datacenter.
O que a reportagem da CNBC não detalha é o mecanismo: como a lei separaria, na estrutura tarifária, o custo atribuível a um cliente de grande porte do custo geral do sistema. Também falta o trâmite no Senado, sem o qual o projeto não vira lei.
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