Vagas horistas de manutenção e instalação em datacenters americanos pagam cerca de 42% a mais do que funções equivalentes em outros setores, segundo dados do Indeed divulgados pelo Wall Street Journal. É o preço de mercado de uma mão de obra que a expansão de capacidade de computação passou a disputar com a construção civil, a indústria e as concessionárias.
O trabalho em si é menos futurista do que o produto que sustenta: caminhar corredores, farejar cheiro de queimado, checar avarias causadas por pássaros. Nada disso escala com software, e cada novo campus contratado em gigawatts precisa de gente para percorrê-lo fisicamente todos os dias.
O prêmio salarial é um custo recorrente, não uma despesa de obra. Ele entra no opex do datacenter e permanece enquanto o galpão estiver ligado, num momento em que operadores já lidam com moratórias locais e disputa por conexão elétrica.
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