
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos investiga se a Nvidia desenhou seu acordo de 2025 com a Groq de modo a escapar da análise antitruste, segundo fontes ouvidas pelo New York Times. O ponto sob exame é a própria arquitetura jurídica da operação: a Groq apresentou o negócio como um contrato de licenciamento não exclusivo, formato que costuma dispensar as notificações obrigatórias a que uma aquisição estaria sujeita.
A distinção é técnica e vale bilhões. Compras precisam ser comunicadas às autoridades e podem ser barradas; licenciamentos, em geral, não. Nos últimos anos, virou prática comum no setor de IA transferir tecnologia, time e direitos de uso sem que nada disso apareça no papel como fusão.
Nem a existência formal da investigação nem seu escopo foram confirmados publicamente pelas empresas ou pelo governo. A Groq projeta aceleradores voltados a inference, o segmento em que a Nvidia enfrenta a concorrência mais concreta.
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