A EPE estima um potencial de até 13,1 GW em resposta da demanda no sistema brasileiro, mecanismo em que grandes consumidores reduzem carga nos momentos críticos em troca de remuneração. O que está efetivamente contratado hoje equivale a 0,3% do pico do sistema.
A distância entre os dois números cresce em importância porque a ponta de carga está sendo empurrada por duas forças ao mesmo tempo: ondas de calor, que disparam refrigeração residencial e comercial, e a entrada de datacenters, cuja demanda é firme e pouco sensível a horário.
Flexibilidade de consumo é a resposta mais barata e mais rápida que existe para pico: não exige obra de geração nem de linha. Datacenter com gerador próprio e carga de treinamento deslocável no tempo é, em tese, o candidato natural a vender essa flexibilidade, desde que o produto regulatório exista e pague.
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