O Exército americano vai destinar US$ 2,2 bi à compra de microrreatores nucleares para instalações militares, segundo levantamento da OilPrice. O programa, batizado de Janus e revelado em outubro de 2025, prevê reatores portáteis entregues a bases até 2028, com capacidade individual entre 1 MW e 20 MW.
A escala explica o apetite: uma base grande puxa energia como uma cidade pequena, e nenhum gerador móvel a diesel chega perto de 20 MW. A lógica militar é ainda mais direta na linha de frente, onde levar combustível fóssil por comboio custa caro e mata gente.
O efeito colateral está no mercado. A indústria de reatores pequenos vive de cartas de intenção e memorandos com operadores de datacenter; agora ganha um comprador com orçamento aprovado e prazo curto, o que empurra fila de fabricação, licenciamento e combustível enriquecido para o mesmo gargalo. Quanto do valor já está contratado e quais fornecedores entram na divisão, o levantamento não detalha.
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