O Google colocou em órbita seu primeiro chip avançado de IA, um teste para a ideia de rodar computação pesada fora da atmosfera. No mesmo material, a empresa estima que a Starship, da SpaceX, precisaria voar cerca de 1.600 vezes para que datacenters espaciais fizessem sentido econômico.
O número é o contrapeso honesto do experimento: a tese orbital depende menos de eletrônica resistente a radiação do que de preço por quilo colocado em órbita, e esse preço só cai com cadência de lançamento que nenhum veículo atinge hoje. A conta é do próprio Google e não houve verificação independente dos parâmetros usados.
Enquanto isso, o gargalo terrestre continua sendo energia e conexão. O chip em órbita mede se o hardware sobrevive; o resto da hipótese é logística de foguete.
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