O Ministério de Minas e Energia emitiu outorgas para termelétricas da Oncorp e do grupo J&F vencedoras do leilão de reserva de capacidade em potência de março de 2026. Com elas, o certame chega a 46 usinas outorgadas, somando 8,17 GW sob o regime de produção independente.
Reserva de capacidade não vende energia, vende disponibilidade: o gerador é pago para estar pronto a despachar quando o sistema precisar. É o instrumento que o setor elétrico brasileiro escolheu para cobrir a variabilidade de solar e eólica, e é também a lastro que sustenta a promessa de atender carga nova e contínua, como a de datacenter.
A emissão da outorga é o carimbo que permite avançar com financiamento e obra. Falta saber quantos desses 8,17 GW chegam de fato à operação no prazo, num histórico em que projeto outorgado e projeto construído nem sempre coincidem.
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