Levantamento do The Information no distrito de Haidian, em Pequim, mostra um comércio informal de acesso a modelos ocidentais: cerca de 6 dos aproximadamente 30 inquilinos de um prédio da região trabalham revendendo tokens. O método é sempre o mesmo: identidades acumuladas para abrir contas Claude, cartões carregados com a stablecoin USDT para pagar e proxies para esconder a origem das chamadas.
A Anthropic não vende na China. O que a reportagem descreve é a consequência previsível disso: onde há bloqueio comercial e demanda técnica real, aparece intermediário. O arranjo transforma uma restrição de política de uso em um problema de detecção de fraude, que é bem mais difícil de resolver do que uma lista de países barrados.
Não se sabe o volume financeiro movimentado nem quanto desse tráfego a Anthropic já identificou e cortou. Também não está claro se os clientes finais são desenvolvedores individuais ou empresas usando o modelo em produção.
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