A Energy Forge One, subsidiária da Chevron, assinou em junho um contrato de 20 anos com a Microsoft para erguer uma termelétrica a gás ao lado de um campus de datacenters perto de Pecos, no Texas, com rampa até cerca de 2,67 GW. A decisão final de investimento está prevista para o fim deste ano e a geração, para 2028, conforme levantamento do OilPrice.
O arranjo resolve dois problemas de uma vez. O Permian produz muito mais gás do que os compradores próximos querem levar, e o excedente chegou a ter valor negativo em 118 dias de 2026: pagava-se para escoar. Ao queimar esse gás na boca do poço para alimentar servidores, a conta muda de lado.
Um contrato num condado não faz tendência, e o próprio texto reconhece isso. Mas o desenho é replicável em qualquer bacia com gás encalhado e rede de transmissão saturada, que é exatamente onde a fila de conexão de datacenter mais aperta.
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