Em post citado por Simon Willison, Rick Brewster, criador do Paint.NET, descreveu como resolveu o pior gargalo do editor no WINE: uma reimplementação limpa do Direct2D, feita de zero por engenharia reversa, que agora vive numa DLL própria e é ativada por uma flag de linha de comando. São 180 mil linhas produzidas pelo Claude.
A comparação de escala é o que dá tamanho ao caso. O resto do Paint.NET tem cerca de 700 mil linhas, acumuladas em mais de vinte anos de trabalho. Brewster admite que o novo código é, nas palavras dele, "vibe coded": revisão integral está fora de alcance humano nesse volume.
O Direct2D é a camada gráfica da Microsoft, e a incompatibilidade com o WINE travava o suporte a Linux havia anos. O que a história não responde é o custo de manutenção: quem depura, no ano que vem, um quarto da base de código que ninguém leu.
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