
A Neso, operadora do sistema elétrico do Reino Unido, contratou a Palantir sem processo competitivo, segundo apuração citada pelo Data Center Dynamics. A justificativa registrada foi a de que processos críticos da rede já se apoiam de tal forma na plataforma da empresa que abrir concorrência seria inviável.
É o retrato de uma dependência que se instala por partes. Software de integração de dados entra para resolver um caso de uso, vira a camada onde os operadores olham o sistema, e em algum momento trocar de fornecedor deixa de ser uma decisão técnica para virar uma cirurgia. O argumento da Neso é honesto e desconfortável ao mesmo tempo.
O caso ganha peso porque a rede britânica está no meio da fila de conexão de datacenters e da integração de renovável, exatamente onde despacho e previsão dependem de software. Valor e duração do contrato não apareceram no relato.
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