O relato é de Anil Madhavapeddy, professor de ciência da computação em Cambridge e um dos mantenedores do compilador OCaml, em post destacado por Simon Willison. Segundo ele, cerca de dez minutos depois de um patch ser compartilhado para discussão pública, o site do projeto já recebia sondagens em busca de sequências de travessia de diretório com codificação percentual. Vigilantes automatizados acompanhando repositórios abertos, na leitura dele.
O detalhe que dói é o do calendário. O ritmo normal desse ciclo, descreve Madhavapeddy, é de alguns dias até a análise e uma ou duas semanas até a versão corrigida. Esse intervalo era a folga de que mantenedor voluntário dispunha; virou janela de exposição.
Ele diz ter reproduzido o mecanismo com agentes próprios, e conta que trocou de ferramenta para o DeepSeek V4 Pro quando o Claude Fable se recusou a executar a tarefa. Aí está a parte incômoda para quem depende de guardrails: a recusa de um modelo não impede o trabalho, só muda o fornecedor.
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