
Pesquisadores construíram, com apoio de IA, um worm zero-click capaz de comprometer contas do WeChat e se propagar entre aparelhos iOS e Android sem que a vítima clicasse em nada, segundo o New York Times. A Tencent diz que a falha foi fechada. Especialistas ouvidos pela reportagem estimam que o ataque poderia ter atingido centenas de milhões de dispositivos em questão de horas.
O detalhe que interessa não é o alvo, é o método. Escrever um worm de propagação automática em duas plataformas móveis era trabalho de equipe especializada e semanas de esforço. Com modelos capazes de encadear análise de código e geração de exploit, o custo dessa cadeia cai, e o número de gente capaz de percorrê-la sobe.
O caso foi conduzido por pesquisadores e reportado ao fornecedor, o roteiro clássico de divulgação responsável. A pergunta em aberto é quanto tempo separa esse tipo de demonstração acadêmica do mesmo trabalho feito por quem não avisa ninguém.
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