
Ohio virou um dos destinos preferidos de desenvolvedores de datacenter: são cerca de 100 unidades já em funcionamento e perto de 150 no pipeline. O problema apontado pela Canary Media é aritmético. As concessionárias planejam reforço de rede a partir da demanda projetada por esses projetos, e o consumidor paga por esse planejamento mesmo quando o galpão nunca é construído.
O mecanismo é conhecido de quem acompanha regulação elétrica: pedido de conexão é barato de fazer e caro de atender. Desenvolvedor protocola solicitação em vários estados ao mesmo tempo para garantir posição na fila, a concessionária soma tudo, e a tarifa incorpora investimento em capacidade que pode nunca ter cliente.
A reportagem não quantifica quanto da alta tarifária vem de projetos fantasma, e essa é a conta que legislativos estaduais vão querer ver antes de decidir quem banca o reforço da rede.
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