Uma empresa química indiana anunciou um datacenter de 500 MW em Maharashtra, com investimento previsto de US$ 3,3 bilhões. A conta dá cerca de US$ 6,6 milhões por megawatt, abaixo da referência americana recente de montar 1 GW de capacidade de IA, que a Bloomberg estimou em US$ 30 bilhões, mas essa comparação depende de quanto do valor cobre chip e quanto cobre obra civil.
O movimento tem lógica industrial: quem já opera planta química tem terreno, conexão elétrica de porte e licença ambiental na mão, três dos gargalos que mais atrasam datacenter no mundo todo. É a mesma razão pela qual siderúrgicas e papeleiras aparecem como vendedoras de sítio para IA.
Faltam os dados que definem se o projeto sai: cronograma, ponto de conexão com a rede indiana e, principalmente, cliente âncora para 500 MW de carga.
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