
Pequim divulgou o tamanho do seu parque de computação para IA: 2.185 exaflops no fim de junho, alta de 177% em doze meses. A meta oficial para 2030 é 9.800 exaflops, sustentados por algo perto de US$ 532 bilhões em gastos com infraestrutura de TI, segundo o South China Morning Post. O plano inclui clusters com 100 mil aceleradores cada.
O número precisa ser lido com cuidado. Exaflop é métrica agregada e não diz qual precisão numérica, qual fração está em chips domésticos nem qual parcela roda de fato com utilização alta. Ainda assim, é a primeira vez que o governo chinês coloca um alvo quantificado de médio prazo na mesa.
O contexto de fundo é o controle de exportação americano. Se a meta for cumprida com silício local, ela mede indiretamente a velocidade da substituição de importados; se depender de peças que continuam entrando por rotas indiretas, mede outra coisa bem diferente.
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