
A CXMT reportou cerca de US$ 22,4 bilhões de receita no primeiro semestre, segundo a Bloomberg, quase dez vezes o registrado no mesmo período do ano passado e mais que o dobro das vendas de todo o ano de 2025. O lucro somou aproximadamente US$ 11,5 bilhões, revertendo o prejuízo anterior.
A fabricante chinesa de DRAM saiu do papel de seguidora subsidiada para o topo da bolsa local: hoje é a companhia de maior valor de mercado da China. A conta é simples de entender e difícil de replicar: memória virou o insumo mais apertado da infraestrutura de IA, e quem tem wafer para vender define preço.
O número reforça o que SK hynix e Kioxia vêm dizendo sobre escassez prolongada, com um detalhe geopolítico embutido. Uma produtora chinesa de memória com esse caixa financia expansão sem depender de capital externo, justamente no segmento em que os controles de exportação americanos apertaram menos do que na litografia avançada.
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