A contratação de energia por datacenters passou a bancar a expansão da oferta elétrica finlandesa, e o caso mais evidente é o acordo de 507 MW entre Google e Fortum na usina nuclear de Loviisa, o primeiro PPA nuclear do país. O contrato tem 22 anos e mantém de pé uma planta que responde por 10% da eletricidade da Finlândia e tinha desligamento marcado para 2030.
A lógica da contratação mudou de endereço. Em vez de comprar volume renovável barato e intermitente, o comprador de carga pesada agora paga por fonte firme, disponível a qualquer hora, que é o que um cluster de treinamento exige.
A Rystad Energy projeta que a próxima leva de contratos finlandeses combine eólica e solar com baterias, para reproduzir firmeza sem reator. Não há indicação pública de preço em nenhum dos dois casos.
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