
A escalada do HBM está cobrando o preço da física, segundo o balanço técnico do Hot Chips 2026 publicado pela Semiconductor Engineering. Cada camada adicional exige dies mais finos, mais área dedicada a TSVs, as vias que atravessam o silício para conectar os andares da pilha, e piora a dissipação de calor no meio do sanduíche.
Há ainda o limite que não é de engenharia: capacidade de fabricação. Empilhar, testar e empacotar HBM consome linhas especializadas que já estão apertadas, e é essa escassez que vem empurrando o preço de memória para dentro do custo dos servidores de IA.
O ponto incômodo é que a banda de memória, e não a potência de cálculo, define o desempenho de boa parte das cargas de inference. Se a pilha para de crescer no ritmo esperado, o acelerador fica esperando dado.
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