
O New York Times mapeou como a Inspur, empresa chinesa sancionada pelos Estados Unidos por trabalhar com as forças armadas do país, continuou abastecida com os aceleradores mais avançados da Nvidia. O caminho foi montar uma rede de novas subsidiárias e parceiros comerciais que não carregavam o nome sancionado e, portanto, não disparavam o alarme do controle de exportação.
A mecânica é conhecida de quem acompanha regimes de sanção: a restrição recai sobre uma razão social, não sobre um organograma. Basta abrir outra empresa para que o mesmo comprador reapareça com CNPJ novo. O caso da Inspur é relevante pelo tamanho: a companhia é uma das maiores montadoras de servidores do mundo e cliente de peso da Nvidia.
Falta saber quanto silício passou por essa estrutura, em que período e se os fornecedores ocidentais tinham como identificar o vínculo. É exatamente o tipo de lacuna que costuma virar rodada nova de regras, com obrigação de diligência empurrada para quem vende.
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