
A Meta confirmou à Bloomberg o calendário dos seus chips de IA desenhados em casa: o MTIA 450, terceira geração da linha, começa a rodar nos datacenters da companhia no primeiro semestre de 2027, e o MTIA 500 vem depois, em implantação ampla até o fim de 2027.
O que a empresa decidiu é o cronograma. O que ela não deu foi número: o anúncio não trouxe desempenho, consumo por watt ou qualquer comparação com a linha da NVIDIA, e sem isso não há como aferir quanto de treinamento e inference a Meta pretende tirar das mãos do fornecedor externo.
A lógica do silício próprio é conhecida e simples: cada workload que migra para um chip interno é margem que deixa de ir para terceiros. A dúvida que fica de pé é o volume, porque um acelerador que só atende recomendação de feed e outro que sustenta treinamento de modelo de fronteira são projetos com consequências muito diferentes para a cadeia.
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