A produção americana de urânio subiu para 2,1 milhões de libras em 2025, o maior volume desde 2017, e somou 2,13 milhões de libras apenas no primeiro semestre de 2026, segundo dados da EIA. No segundo trimestre, a alta foi de 4,7%, para 1,09 milhão de libras. Triplicar partindo de uma base tão deprimida, porém, não resolve nada: os operadores de usinas nucleares dos EUA compraram 46,9 milhões de libras em 2025, mais de 22 vezes o que o país extraiu.
A aritmética explica por que as ações do setor caem enquanto os volumes sobem. Mineração doméstica em recuperação não desloca importação nessa escala, e a dependência externa de combustível segue intacta.
O ponto de atenção para quem contrata geração firme é o elo de combustível. Contrato de energia nuclear de longo prazo pressupõe suprimento de urânio de longo prazo, e essa parte da cadeia ainda não acompanhou o discurso.
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