
O Future of Life Institute reuniu em Washington uma plateia improvável. Na chamada Pro-Human Assembly, Bernie Sanders e Steve Bannon, que não costumam concordar sobre quase nada, defenderam restrições mais duras à inteligência artificial e atacaram nominalmente os executivos das empresas do setor, segundo o New York Times.
O evento misturou parlamentares eleitos, lideranças religiosas, pais e artistas, e a partidarização ficou em segundo plano. Essa é a informação relevante para quem acompanha regulação: a pressão contra a IA deixou de ter endereço ideológico único e passou a somar esquerda populista e direita populista no mesmo microfone.
O encontro não produziu texto legislativo, e as propostas concretas não foram detalhadas. O que produziu foi uma coalizão visível, do tipo que costuma preceder projeto de lei com chance real de andar.
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