
A Micron ofereceu aos funcionários em Taiwan um bônus em dinheiro de NT$ 1 milhão, equivalente a cerca de US$ 31.650, e os sindicatos recusaram. A reivindicação é outra: um plano permanente de participação nos lucros de 15%, e as negociações seguem sob ameaça de greve.
O pano de fundo é o ciclo de memória. Preços de HBM e DRAM em alta transformaram fabricantes de memória nos maiores beneficiários financeiros da corrida de IA, e os trabalhadores das fábricas taiwanesas querem que esse ganho entre na estrutura salarial em vez de aparecer uma vez em forma de pagamento extraordinário.
A diferença entre bônus e partilha de lucro não é de valor, é de natureza: um é despesa pontual, o outro entra no custo fixo de cada ciclo futuro, inclusive nos ruins. Daí a resistência dos dois lados.
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