A SLB anunciou na segunda-feira a compra da Kelvion, fabricante alemã de equipamentos de troca térmica, por cerca de US$ 3,4 bilhões em dinheiro, mais US$ 700 milhões de dívida assumida. O fechamento está previsto para o primeiro semestre de 2027, sujeito a aprovações regulatórias. A empresa espera US$ 120 milhões em ganhos associados à operação.
A lógica está na conta que a própria SLB usa: com a Kelvion no portfólio, a receita que ela consegue capturar por gigawatt de capacidade entregue mais que dobra. É a companhia de serviços de campo de petróleo migrando do poço para o anel de resfriamento, onde a densidade de potência dos racks de IA transformou trocador de calor em item de caminho crítico.
A aposta também diz algo sobre onde o capital do setor de energia enxerga crescimento. Perfuração cresce devagar; carga de datacenter, não. Falta saber como os reguladores europeus e americanos vão tratar a concentração num fornecedor de refrigeração industrial que atende clientes muito além da IA.
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