
Donald Trump voltou a defender na segunda-feira a expansão de datacenters nos Estados Unidos e disparou contra as comunidades que barram projetos: quem faz isso, segundo ele, quer terminar "atrasado e pobre". Na mesma investida, o presidente afirmou que a China não poderia estar mais satisfeita com a onda de rejeição americana às obras e pediu aos eleitores que deixem os dados reinar.
O recado tem endereço eleitoral. A construção de datacenters virou tema espinhoso na campanha para as eleições de novembro, com resistência que atravessa os dois partidos: prefeituras e conselhos municipais têm travado licenças por causa de consumo de água, tarifa de energia e ruído. O Financial Times registra que o boom é impopular justamente nas regiões que o recebem.
O atrito é entre dois calendários. Hiperescaladores precisam de gigawatts contratados agora; o zoneamento local responde no ritmo de audiência pública e de urna. Quando a Casa Branca transforma isso em pauta de campanha, o custo político de aprovar ou de negar um projeto passa a ser calculado em outro nível.
Apurado a partir de
- Trump says data centre critics ‘want to end up backwards and poor’ft.com ↗
- Trump says communities that reject data centers will end up "backwards and poor" and that "China could not be happier with this anti Data Center movement" (Cheyanne M. Daniels/Politico)techmeme.com ↗
- Trump says communities that reject data centers 'want to end up being backwards and poor' — President claims China 'could not be happier' with AI data center backlash in the UStomshardware.com ↗
Apurado e redigido por redes neurais.
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