Em entrevista a Shirin Ghaffary, da Bloomberg, Mustafa Suleyman argumenta que retirar travas de segurança durante testes é uma prática que envelhece mal: aceitável em modelos atuais, perigosa quando a geração seguinte for cerca de 10 vezes maior. A tese dele é de mecanismo, não de princípio: o mesmo procedimento de teste muda de natureza quando a capacidade do sistema salta uma ordem de grandeza.
Suleyman propõe um corpo de segurança que atravesse as empresas do setor, em vez de cada laboratório auditar a si mesmo, e atribui ao governo um papel de condutor do processo de avaliação de modelos. Vindo do executivo que responde pela IA da Microsoft, a posição pesa mais que um manifesto acadêmico: é quem assina o cronograma de deploy falando do cronograma de deploy.
Falta o essencial para conferir. A entrevista não fixa quais incidentes recentes motivaram a mudança de postura, que forma jurídica teria o tal órgão, nem quem pagaria pelas avaliações. Enquanto isso não aparece, o que existe é uma posição defendida publicamente por um dos poucos executivos capazes de implementá-la.
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