O gasto com construção de datacenters nos Estados Unidos chegou em agosto a um ritmo anualizado de US$ 85 bilhões, recorde da série do Census Bureau e 73% acima do patamar de um ano antes. O número mede obra física: concreto, aço, subestação e galpão, antes de qualquer GPU entrar no prédio.
É o indicador menos contestável do ciclo de IA, porque não depende de projeção de receita futura nem de contrato assinado com cláusula de saída. Alguém está derramando concreto, e em volume que dobra a cada ano e meio no ritmo atual.
A mesma curva explica a pressão sobre transformadores, turbinas a gás, cabos e eletricistas licenciados. Quando o gasto de obra cresce 73% em doze meses, o gargalo migra de capital para mão de obra e equipamento elétrico de prazo longo.
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