Marc Ganzi, presidente-executivo da DigitalBridge, afirmou ao Financial Times que sua gestora de infraestrutura digital funcionará como o braço de terceiros do SoftBank para datacenters, depois da operação de aquisição de US$ 4 bilhões. A leitura embutida no arranjo é direta: as ambições de Masayoshi Son em IA já excedem o que o balanço do SoftBank aguenta sozinho.
O desenho é o mesmo que bancos de infraestrutura usam há décadas, agora aplicado a campi de computação: o patrocinador original mantém a tese e a origem dos projetos, enquanto capital de terceiros entra para bancar o concreto, a subestação e os anos de obra. Quem fica com o risco de ocupação e de prazo é o fundo, não o acionista do SoftBank.
Não foram divulgados quais ativos migram primeiro, nem o tamanho do veículo que a DigitalBridge pretende levantar para os projetos do grupo japonês.
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