
As fábricas de semicondutores que entram em operação nos Estados Unidos ao longo da próxima década vão enfrentar um déficit estimado em 157 mil engenheiros e técnicos, segundo levantamento de uma consultoria global citado pelo Tom's Hardware. Só 3% dos formandos em engenharia do país seguem para a fabricação de chips.
O dado incômodo é que o salário não está resolvendo: as vagas pagam seis dígitos em dólares e continuam abertas. O gargalo é de formação e de atratividade relativa, com software e finanças disputando o mesmo estoque de gente.
Cada fab nova anunciada com subsídio público assume implicitamente que haverá quem a opere. Turno de sala limpa não é posto que se preenche em semanas, e técnico de processo leva anos para ficar produtivo, o que empurra o risco para o cronograma de rampa, não para o de construção.
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