
A Huawei reportou receita de cerca de US$ 69,57 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 10% sobre o mesmo período do ano anterior, com lucro líquido de US$ 3,54 bilhões, queda de 36%. Os números são da Bloomberg. A empresa também voltou ao topo do mercado chinês de smartphones, com mais de 20% de participação.
A compressão da margem tem dois motores declarados: memória mais cara e mais dinheiro enfiado em pesquisa de semicondutores. É a aritmética do ciclo atual da IA vista pelo lado de quem paga a conta: o mesmo aperto de oferta de DRAM que engorda o resultado das fabricantes de memória sai do bolso de quem monta o produto final.
Crescer 10% na receita e perder mais de um terço do lucro é escolha, não acidente. Para uma companhia sob controle de exportação, gastar caixa em silício próprio é despesa que só aparece no balanço anos depois de virar chip.
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