O banco ING estima que o boom de IA explique cerca de um terço do crescimento econômico recente dos Estados Unidos, número citado em reportagem de Jason Douglas no Wall Street Journal. A conta ajuda a entender por que a atividade global segue de pé mesmo com tensões renovadas em comércio, geopolítica e mercado de títulos.
O outro lado da mesma equação é o aperto energético, que puxa o crescimento para baixo em boa parte do mundo. Datacenter e turbina disputam elétrons com indústria e consumidor, e o investimento em IA vem sustentando o PIB americano justamente enquanto a energia encarece.
A concentração é o que incomoda os analistas ouvidos pela reportagem: quando um terço do crescimento depende de um único ciclo de capex, qualquer revisão de plano de investimento em computação deixa de ser assunto setorial e passa a ser assunto macro.
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