
A expansão da Kioxia em Kitakami, no norte do Japão, conseguiu interromper o declínio demográfico da cidade, segundo reportagem da Bloomberg. A fábrica de memória virou o teste de campo mais visível do plano japonês de US$ 640 bi em IA e semicondutores.
O caso é interessporque contraria a mecânica simples do incentivo industrial: a cidade recebeu a fab, ganhou empregos e parou de perder gente, e continua em dificuldade. Colocar um complexo de wafers numa região esvaziada resolve o gráfico da população, não a economia ao redor dele.
É o tipo de detalhe que quem planeja polo industrial costuma descobrir tarde: a fab traz engenheiro, turno e ônibus fretado; escola, moradia e serviço demoram outro ciclo. O plano japonês ainda não mostrou como fecha essa conta nas demais cidades escolhidas.
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