
A SemiAnalysis publicou testes de inferência com o rack NVL72 baseado em Vera Rubin e encontrou até sete vezes mais throughput de tokens por megawatt do que a geração Blackwell, rodando um modelo DeepSeek de 1,6 trilhão de parâmetros. A conta é da casa de análise, assinada por Bryan Shan, e supera com folga o ganho de 3x que a própria NVIDIA vinha citando para modelos dessa faixa.
A métrica escolhida não é acidental. Quem monta cluster hoje esbarra antes no megawatt contratado do que no cheque para comprar GPU, e token por MW é exatamente a régua que decide quanto de receita cabe dentro de uma subestação. A SemiAnalysis trabalha com algo próximo do dobro de lucro anual por gigawatt na comparação entre as duas gerações.
O que não está na mesa é o detalhe que permitiria reproduzir o número: precisão usada, configuração de memória e software, tamanho de lote, preço por rack. Enquanto ninguém fora da SemiAnalysis repetir a medição, o fato verificável é que um analista independente mediu acima do que o fabricante prometeu, o que é raro o suficiente para merecer nota.
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